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segunda-feira, dezembro 20, 2004


EVOLUÇÃO HUMANA

A Evolução biológica dá-se como um sistema ramificado de filogenias, no qual cada linhagem nova surge como uma ramificação filogenética, quando começa a se conservar, reprodutivamente, um novo modo de vida que é uma variante da que definia a linhagem anterior.

Quando isso acontece, a conservação reprodutiva do novo modo de vida permite que tudo o mais possa mudar em torno dele. E a nova linhagem dura enquanto o modo de vida que a define se conserva, qualquer que seja a magnitude de outras mudanças.

Na qualidade de processo, a evolução acontece como uma deriva filogenética que segue um caminho gerado a cada passo reprodutivo, na conservação de uma forma específica de viver. Esta se estende desde a concepção do organismo até sua morte. A isso chamamos de fenótipo ontogénetico.

É por essa razão que sustentamos, que foi a conservação de um modo de vida que incluia coordenações comportamentais consensuais em ternura e sensualidade sob a emoção do amor - na dinâmica de aceitação mútua em convivência próxima - que tornou possível a origem da linguagem.

No curso da história, isso resultou no primata linguajeante que somos.

Também sustentamos que quando a linguagem surgiu nas coordenações de ações de uma convivência sensual íntima, ela o fez dando forma a uma maneira de viver no entrelaçamento do linguajear com o emocionar. É o que chamamos de conversar e constitui, de fato, a maneira humana de viver

(ex-traído de " Amar e Brincar - Fundamentos Esquecidos do Humano" H. Maturna e Gerda Verden-Zöller - 1993)

terça-feira, dezembro 07, 2004


A LINGUAGEM

A forma de vida própria de nossos ancestrais era, basicamente igual à nossa de hoje. Mas sem linguagem: eles viviam em grupos pequenos, como famílias que compartilhavam os alimentos.
Viviam na proximidade sensual da carícia, pois eram animais que andavam eretos. Viviam na sexualidade frontal, o que implicava estar face a face uns com os outros, na ternura e na intimidade de encontros visuais e táteis. Por ultimo, viviam também na participação dos machos na criação dos filhos, num âmbito de relações permanentes, sustentado pela sexualidade contínua, não sazonal, da fêmeas.

A Biologia não determina o que acontece no viver, mas especifíca o que pode acontecer. Não se pode esperar que um gato macho adulto cuide de suas crias. Para ele, elas simplesmente não existem, ou só existem marginalmente.

Mas nós, os machos humanos, não temos nenhum problema em relação a isso - ao contrário. De modo que esse é um ponto importante da história dos seres humanos: os machos têm participado da criação dos filhos. Desse modo de viver em ternura e estreita interação sensual, compartilhando o alimento, com a participação dos machos no cuidado dos filhos, originou-se a linguagem como forma de coordenar ações.

(ex-traido de "Amar e Brincar - Fundamentos Esquecidos do Humano" de H. Maturana e Gerda Verden-Zöller. 1993)


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