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quinta-feira, agosto 19, 2004


AMOR E GUERRA
Devido à nossa origem evolutiva, nós, seres humanos, somos animais - animais dependentes do amor, que adoencem ao ser privados dele em qualquer idade.
A guerra a agressão e a maldade como formas de viver na negação dos outros não são características de nossa biologia. Como animais, nós, seres humanos sem dúvida somos biologicamente capazes de agressão, ódio, raiva - ou de qualquer emoção que a experiência nos mostra que podemos viver e que constitua um domínio de ações que leve à destruição ou à negação dos outros. Mas vivemos esses domínios de ações seja como episódios transitórios, seja como alienações culturais, que, como sabemos, distorcem nossa condição humana e nos levam à loucura ou à infelicidade.
A agressão, a guerra e a maldade não são parte da maneira de viver que nos define como seres humanos e que nos deu origem como humanos.

(ex-traído de "Amar e Brincar - Fundamentos Esquecidos do Humano" de H. Maturana e Gerda Verden-Zöller, 1993)

terça-feira, agosto 10, 2004



PERCEPÇÃO

A palavra percepção é hábitualmente ouvida como se conotasse uma operação de captação de uma realidade externa, mediante um processo de recepção de informações dessa realidade.
Isso é todavia, constitutivamente impossível, porque seres vivos são sistemas dinâmicos determinados estruturalmente, e tudo o que acontece neles é determinado a cada instante por sua estrutura. Isso significa que o meio não pode especificar o que acontece num sistema vivo – ele pode apenas desencadear em sua estrutura mudanças determinadas por sua estrutura.
Como resultado disso, constitutivamente, um sistema vivo opera sempre em congruência estrutural com o meio, e existe como tal somente na medida em que essa congruência estrutural ( adaptação) for conservada. Caso contrário ele se desintegra.
Nessas circunstâncias, o fenômeno conotado pela palavra percepção consiste na associação, pelo observador, das regularidades de comportamento que ele ou ela distingue no organismo observado com as condições do meio que ele ou ela vê como desencadeando essas regularidades.
O observador usa tais regularidades comportamentais para caracterizar objetos perceptivos. Isso se aplica a todos os seres vivos, incluindo o observador.

(ex-traído de "Ontologia da Realidade" de H Maturana. 2001)

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