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quarta-feira, julho 28, 2004


E M O Ç Õ E S
Nossos desejos e preferências surgem em nós a cada instante, no entrelaçamento de nossa biologia com nossa cultura e determinam, a cada momento, nossas ações. São eles, portanto , que definem, nesses instantes, o que constitui um recurso, o que é uma possibilidade ou aquilo que vemos como uma oportunidade.
Além disso, sustento que agimos segundo nosso desejos, mesmo quando parece que atuamos contra algo ou forçados pelas circunstâncias; fazemos sempre o que queremos, seja de modo direto , porque gostamos de fazê-lo, ou indiretamente, porque queremos as consequências de nossas ações, mesmo que estas não nos agradem.
Se não compreendermos que nossas ações constituem e guiam nossas ações na vida, não teremos elementos conceituais para entender a participação de nossas emoções no que fazemos como membros de uma cultura e, consequentemente, o curso de nossas ações nela. Também afirmo, por fim, que se não entendermos que o curso das ações humanas segue o das emoções, não poderemos compreender a trajetória da história da humanidade.

(ex-traído de "Amar e Brincar - Fundamentos Esquecidos do Humano" de H. Maturana e Gerda Verden-Zöller, 1993)


terça-feira, julho 20, 2004


NÓS HUMANOS
 
Nós, Humanos, surgimos na história da família dos primatas bípedes á qual pertencemos quando o linguajear - como maneira de conviver em coordenações de coordenações comportamentais consensuais - deixou de ser um fenômeno ocasional.
A linhagem a que pertencemos como seres humanos surgiu quando a prática da convivência em coordenações de coordenações comportamentais consensuais - que constitui o linguajear - passou  a ser conservada de maneira transgeracional pelas formas juvenis desse grupo de primatas, ao ser aprendida, geração após geração, como parte da prática cotidiana do convívio.
O Humano surgiu quando nossos ancestrais começaram a viver no conversar como uma maneira cotidiana de vida que se conservou, geração após geração, pela prendizagem dos filhos.
Em outras palavras, digo que o que nos constitui como seres humanos é nossa existência no conversar.
Assim, caçar, pescar, guardar um rebanho, cuidar das crianças, a veneração, a construção de casas, a fabricação de tijolos, a medicina... como atividades humanas, são diferentes classes de conversações. Consistem em distintas redes de coordenações de coordenações consensuais de ações de emoções.
 
(ex-traído de "Amar e Brincar - Fundamentos Esquecidos do Humano" de H. Maturana e Gerda Verden-Zöller, 1993)

segunda-feira, julho 05, 2004

quase humano...
DO HUMANO

A julgar pelos modos atuais de vida de humanos e antropóides, e reconhecendo que em todas as linhagens a maneira presente de viver é uma variação em torno da configuração básica do viver, que foi conservada geração após geração, e que de fato é o modo de vida que define a linhagem, proponho que a diferença entre nós e os antropóides ( como o chimpanzé )é o resultado de variações em torno da conservação de dois modos de vida basicamente diferentes no que se refere às relações interindividuais, a saber:

A) O modo de vida Humano, centrado na sensualidade, na ternura, na sexualidade aberta, no compartilhamento, na cooperação, na intimidade de pequenos grupos ( de 7-8 indivíduos );

B) O modo de vida Antropóide, centrado na oposição hierárquica, na manipulação mútua através da intimidação, da força,
da trapaça, e a instrumentalização da sexualidade em uma contínua luta por um acesso privilegiado à comida e ao sexo, em grandes grupos (de 15-ou mais indivíduos ).

De acordo com isso, eu sustento que nós, seres humanos pertencemos a uma linhagem definida por um modo de vida centrado em torno de relações de cooperação na biologia do amor, e que os grandes antropóides, tais como os chimpanzés, pertencem a uma linhagem definida por uma modo de vida centrado em relações de hierarquia na biologia da dominação e da submissão.

(ex-traído de "A Ontologia da Realidade" H. Maturana /2001)

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